Empresa NovoDisc planeja fabricar DVD-R no PIM
fonte: Jornal do Commercio
Após anunciar investimento de R$ 15 milhões para se inserir no mercado de DVD neste ano, a NovoDisc já prevê, em médio prazo, a fabricação de DVD-R (DVD gravável) no PIM (Pólo Industrial de Manaus), visando mercados futuros. De acordo com o diretor-geral da empresa, Lucas Sacay, com o passar dos anos o CD-R tende a ser substituído pela nova mídia, que possui um formato de gravação única, o que significa que os dados podem ser gravados em disco e armazenados sem preocupação de que sejam apagados acidentalmente. Na opinião de Lucas Sacay, a tecnologia fundamental empregada é semelhante à utilizada pelo CD-R, exceto que os dados são gravados a uma taxa e densidades muito maiores no disco DVD-R.
Lucas Sacay ressaltou que o mercado brasileiro para o produto ainda é incipiente, se fazendo necessário a solidificação do complexo, formado pelo eletrônico (gravador e reprodutor) e pela mídia. Segundo Sacay, as empresas do setor vêm acompanhando as novas tendências tecnológicas do mercado e disputando espaço com companhias internacionais. "Hoje os concorrentes fortes principalmente no commodities como CD-R e, no futuro, o DVD-R, são os asiáticos que têm escalas de produção altíssimas e custos baixíssimos", mencionou. O diretor-geral alertou que é preciso cautela no emprego de investimentos em um novo produto. "A tecnologia muda em uma velocidade muito grande, por isso os investimentos devem ser pensados para que se tenha retorno", analisou. Expansão da empresa na ZFM gera 25 novos postos de trabalho diretosQuanto à produção de DVD, a NovoDisc está com linha instalada para início de produção ainda neste mês e a expectativa é de que, em maio, uma nova linha comece a operacionalizar, aumentando a capacidade produtiva da mídia. Na primeira etapa, serão fabricadas 200 mil unidades por mês e, no segundo momento, a empresa atingirá mensalmente 600 mil DVDs. Para atender a demanda, a indústria contratou 25 pessoas da área de mecatrônica.
Redes de varejo
Em relação ao Migra, primeiro CD-R 100% nacional, lançado pela empresa em 2004, a meta é alcançar 1,5 milhão de produtos por mês, ampliando em 50% a fabricação do produto em comparação ao ano passado. O Migra já está sendo comercializado nas principais redes de varejo especializado, por intermédio de atacadistas e distribuidores no Sudeste e Sul do país e, posteriormente chegará às demais regiões, segundo informou o diretor da empresa.
Atualmente 75% das vendas da empresa são efetivadas na região Sudeste. Na avaliação do Lucas Sacay, a fabricação do produto no PIM é de extrema importância, já que o país importa aproximadamente 80% da necessidade interna do produto da Ásia. Há oito anos em Manaus, a NovoDisc trabalha em parceria com gravadoras, editoras, empresas do segmento corporativo, educativo e com desenvolvedores de embalagens. A empresa conta com um quadro funcional composto por 70 pessoas. Segundo Sacay, outra meta estabelecida para este ano é responder por 15% do mercado total no segmento no Brasil. Prática ilegal"A pirataria atinge aproximadamente 45% do mercado fonográfico", denunciou Lucas Sacay com base nos estudos estatísticos do setor.
O diretor salientou que a indústria fonográfica, governo federal, ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos) e ABDIF (Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos) estão empenhados no combate à prática ilegal, a fim de minimizar os problemas para o consumidor e empresariado. "A falsificação afeta diretamente os volumes de produção", lamentou.
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